Em pronunciamento na sessão plenária desta terça-feira (1), na Assembleia Legislativa, o deputado Nelter Queiroz (PSDB) iniciou sua fala enaltecendo o Hospital Rio Grande, em Natal, pela passagem de seu aniversário, ocorrido na semana anterior. O parlamentar destacou a inauguração da unidade de saúde em 27 de março de 2018, fruto da visão empreendedora de “dois grandes grupos” da área da saúde.
“Em nome do diretor, Dr. Luís Roberto Fonseca, parabenizo toda a equipe do Hospital Rio Grande pelo relevante serviço prestado à saúde pública em nosso estado “, disse Nelter.
Na sequência, o deputado Nelter Queiroz também registrou votos de congratulações ao presidente e à vice-presidente eleitos para a Unimed de Natal, na noite de ontem. O parlamentar parabenizou a dupla pela eleição, que descreveu como “brilhante e democrática”, enaltecendo ainda os demais membros da equipe.
O deputado informou sobre o encaminhamento de um requerimento de sua autoria, assinado também pelo deputado Vivaldo Costa (PV), para a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal de Caicó. O objetivo da audiência é debater com a classe política local a proposta para a instituição do hospital universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no município. Nelter Queiroz relatou ter levado esse assunto ao conhecimento do Presidente Lula durante a inauguração da barragem de Oiticica.
Em outro ponto de sua fala, o parlamentar lamentou “episódio ocorrido na semana anterior, em que a governadora Fátima (PT) teria utilizado seu gabinete para comemorar o indiciamento do ex-presidente Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar contrapôs essa ação com as dificuldades enfrentadas pela população do estado, citando “a falta de gestão na geração de empregos, na segurança pública e na infraestrutura”. Ele também questionou a falta de UTI neonatal na região do Seridó e criticou a “situação precária da maioria das rodovias estaduais”, exemplificando com a RN-016, apelidada de “RN da morte”, comentou.
A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu e chegou a 56%, pior patamar do terceiro mandato, segundo nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). Também é a primeira vez que reprovação passou de 50% nesse levantamento, feito desde abril de 2023.
Em relação à pesquisa anterior, feita em janeiro, a alta de sete pontos na reprovação foi acompanhada de queda de seis pontos na aprovação: de 47% para 41%. O índice de quem não sabe ou não respondeu foi de 4% para 3%.
Margem de erro nesse quesito geral, de aprovação/desaprovação, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje foi realizada entre 27 e 31 de março, de forma presencial, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais no Brasil. Nível de confiança é de 95%.
Avaliação de Lula por região do Brasil
O levantamento Genial/Quaest também detalha como avaliação ruim de Lula subiu na amostragem por região do Brasil. No Nordeste, aprovação e reprovação empataram tecnicamente pela primeira vez: aprovação caiu de 59% para 52%, enquanto desaprovação subiu de 37% para 46%. Nesse segmento, a margem de erro é de quatro pontos.
No Sudeste, desaprovação subiu sete pontos, de 53% para 60%. Aprovação caiu de 42% para 37%. Aqui, margem de erro é de três pontos.
No Sul, desaprovação avançou de 59% para 64%, enquanto aprovação desceu de 39% para 34%. Margem de erro de seis pontos.
As regiões Centro-Oeste e Norte foram avaliadas juntas, com margem de erro de oito pontos: desaprovação foi de 49% para 52%; aprovação teve queda de 48% para 44%.
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), integrante da Rede Ebserh, está implementando novos sistemas para otimizar o acesso a exames e laudos médicos. Com a adoção dos Sistemas de Arquivamento e Compartilhamento de Imagens (PACS) e de Informação de Radiologia (RIS), profissionais e pacientes terão mais agilidade e eficiência no fluxo de diagnósticos. A iniciativa faz parte da construção do PACS/RIS nacional da Ebserh, uma plataforma de telemedicina e telessaúde (STT 2.0) que beneficia os hospitais universitários federais.
A adesão ao sistema nacional permite o armazenamento dos dados em um servidor compartilhado, assegurando mais segurança e rapidez no acesso às informações. Com a nova tecnologia, profissionais de saúde podem consultar laudos e imagens de exames de forma ágil e eficiente pelo endereço eletrônico clicando no Link.
O chefe do Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI) do HU-UFS, João Amaury Lima, destaca que o STT 2.0 proporcionará mais segurança na identificação dos exames e na emissão dos laudos. “No futuro próximo, o sistema possibilitará a integração com a fila de laudos nos equipamentos médicos e com o prontuário eletrônico no Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU)”. Para garantir a transição, a equipe do SGPTI oferece suporte contínuo aos médicos, preceptores e residentes do Hospital.
Para os pacientes do HU-UFS, a nova tecnologia proporciona um acesso mais amplo ao histórico de saúde. Os usuários podem consultar exames, diagnósticos por imagem e laudos médicos a qualquer momento e em qualquer dispositivo, seja pelo computador ou pelo smartphone.
O chefe da Unidade de Diagnóstico por Imagem, Allan Valadão, explica que os novos sistemas possibilitam a integração do cadastro do paciente com as imagens dos exames realizados e os laudos médicos emitidos. “Todos os equipamentos médicos estão configurados para enviar as imagens adquiridas para o servidor ligado ao STT. Essas imagens e os laudos poderão ser visualizados pelos médicos dentro do HU, mas também podem ser acessados pelo paciente através da internet”, ressalta Allan.
Sobre a Ebserh
O HU-UFS faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Na sessão plenária desta terça-feira (1º), os deputados estaduais do Rio Grande do Norte aprovaram a criação do Sistema Estadual de Cultura (SEC/RN). A proposta, de iniciativa do Governo do Estado, estabelece diretrizes para a valorização e fortalecimento das políticas culturais no RN. Além desse, também foram aprovados projetos que garantem direitos a candidatas gestantes em concursos públicos e combatem o capacitismo. Agora, os textos seguem para sanção do governo.
O projeto de lei complementar que institui o SEC/RN foi amplamente debatido e tem como base princípios da Constituição Federal, alinhando-se ao Plano Nacional de Cultura e às diretrizes do Sistema Nacional de Cultura. O objetivo é fortalecer as políticas culturais como um direito fundamental dos potiguares. Após a votação, o líder do governo na Casa, Francisco do PT, agradeceu o apoio dos parlamentares.
“Quero agradecer a colaboração dos deputados por aprovarem este importante projeto de lei. Quero agradecer a todos que colaboraram com a cultura do nosso estado e fica aqui a nossa gratidão e reconhecimento”, afirmou.
Outra matéria aprovada foi o projeto da deputada Cristiane Dantas (SDD), que regula a realização de testes de aptidão física por candidatas gestantes ou em período puerperal em concursos públicos para cargos da administração direta e indireta do estado. A proposta visa garantir que essas mulheres não sejam prejudicadas no acesso ao serviço público devido à gravidez ou ao pós-parto.
Também de autoria de Cristiane Dantas, foi aprovada a criação da Semana Estadual de Conscientização e Combate ao Capacitismo. A iniciativa busca promover ações educativas para combater a discriminação contra pessoas com deficiência e incentivar a inclusão em todos os setores da sociedade. Com a aprovação em plenário, os projetos seguem agora para a sanção da governadora Fátima Bezerra (PT).
As cidades do Rio Grande do Norte que mais registraram ocorrências de quedas de raios no primeiro trimestre deste ano estão nas regiões Oeste e Seridó do estado. Das 16.279 descargas atmosféricas contabilizadas pela Neoenergia Cosern através da Plataforma Climatempo, 2.840 foram em Upanema. Em Mossoró, outros 2.454 raios atingiram o solo no mesmo período e, em Santana do Matos, 1.940. Apesar de representar uma redução de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, a queda de raios pode provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica e acidentes graves.
Conforme o levantamento, março foi o mês com o maior número de raios que atingiram o solo potiguar com 8.077 registros. Nesse mesmo mês, choveu na maioria das regiões com volumes consideráveis no Oeste e Seridó. Geralmente, as chuvas acompanhadas de trovões, relâmpagos e raios.Na semana passada, por exemplo, precipitações repentinas ocorreram em Mossoró precedidas de raios e relâmpagos.
“Reforçamos nossa rede elétrica, ao longo de 2024, com mais de 120 novos para-raios. Esses equipamentos reforçam a robustez da nossa rede e ampliam a segurança. Com isso, garantimos que o fornecimento tenha regularidade mesmo em dias chuvosos e com quedas de raios”, destaca Estênio Mota, supervisor da Neoenergia Cosern.
Orientações de segurança em casos de chuvas com raios
Busque abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão;
Evite colher frutas, legumes ou verduras, abrigar-se ou caminhar perto de árvores;
Não fique próximo a animais e nem ande a cavalo;
Não fique próximo a cercas de arame;
Não fique próximo a objetos metálicos pontiagudos como enxadas, pás e facões;
Não se abrigue debaixo de varandas, barracos e celeiros;
Não caminhe em áreas descampadas;
Não fique parado em rodovias, ruas ou estradas;
Não suba em locais como telhados, terraços e montanhas;
Não tome banho em praia, rio, açude ou piscina durante uma
tempestade;
Não utilize equipamentos elétricos ligados à rede elétrica;
Não fale ao telefone com fio ou utilizar o celular conectado ao carregador;
A fim de garantir o acesso à imunização, será realizada a campanha nacional de atualização da carteira de vacinação dos estudantes, nos meses de abril e maio. No Rio Grande do Norte, a campanha é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), e acontecerá entre 1º de abril e 31 de maio, com uma solenidade de abertura oficial no próximo dia 14.
Seguindo as diretrizes do Programa Saúde na Escolas, o mote da campanha no estado será “Minha Escola Nota 10 na vacinação: Nada de perder ponto na saúde!”, tendo como público-alvo crianças e adolescentes menores de 19 anos, matriculados nos ensinos infantil, fundamental e médio. O Dia D da campanha nas unidades de saúde, será realizado em 26 de abril, e entre os dias 5 e 9 de maio acontecerá a semana de vacinação nas escolas.
O objetivo é intensificar a imunização prevista no Calendário Nacional de Vacinação, com foco especial na vacina do HPV, tanto para meninas quanto para meninos. Além disso, a ação busca divulgar a importância da vacinação entre as crianças, adolescentes, pais e responsáveis, bem como profissionais de saúde e de educação, em sintonia com a política de retomada da vacinação no país, conduzida pelo Ministério da Saúde.
“A campanha de vacinação nas escolas é um ato fundamental, pois doenças que antes eram fatais foram controladas por meio das vacinas, mas o risco ainda existe. Se baixarmos a guarda, essas doenças podem voltar e colocar vidas em perigo. Levar a vacinação para o ambiente escolar facilita o acesso, evita filas nos postos de saúde e garante que mais crianças e adolescentes recebam a proteção necessária. Além disso, é um compromisso de todos – família, escola e governo – com o futuro, garantindo que nossas crianças cresçam saudáveis e protegidas”, destacou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.
Além de todas as vacinas do calendário básico, serão ofertados os seguintes imunizantes: Febre Amarela, Tríplice Viral e Tríplice Bacteriana (DTP), para as crianças a partir de 8 meses e menores de 5 anos (ensino infantil); Febre Amarela, Tríplice Viral, Tríplice Bacteriana (DTP), Meningocócica ACWY e HPV, para crianças a partir de 5 anos e adolescentes menores de 15 anos (ensinos infantil, fundamental e médio.
No Rio Grande do Norte, a campanha conta com o apoio da União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (COSEMS).
Um alerta na saúde: aumentaram os casos de AVC entre os jovens. Fatores de risco explicam isso, como colesterol alto e diabetes e alguns sinais ajudam a identificar que uma pessoa pode estar sofrendo um derrame.
Demorou uma semana para os médicos descobrirem que os sintomas da Bruna eram de AVC. Ela tinha 23 anos e uma vida saudável.
“Foi um choque, porque para mim era uma coisa que só dava em pessoas mais velhas. Para mim, teve AVC ou morreu e ficou num estado muito grave”, disse Bruna Aguiar, estudante de relações públicas.
O acidente vascular cerebral sempre foi mais comum em pessoas acima de 60 anos, mas há cada vez há mais casos entre os mais jovens. Um estudo publicado na em uma revista científica dos Estados Unidos mostra que, em todo o mundo, 15 por cento dos AVC acontecem em pessoas com idade entre 15 e 34 anos.
No Brasil, esse número é maior: 18% dos AVCs são nessa faixa etária, de acordo com a Rede Brasil AVC.
Fatores de risco
Além de problemas cardíacos, diabetes e colesterol alto também são fatores de risco. O sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e o uso excessivo de álcool aumentam a chance de ter um AVC.
Sintomas
Os sintomas são dificuldade para andar e falar, paralisia ou dormência do rosto, braços ou pernas, além de perda da visão, tontura e confusão mental. Quanto mais tempo demorar para procurar um médico, maiores podem ser as sequelas.
O uso de telas tem prejuízos bem relatados, sobretudo para as crianças, mas, agora, cientistas liderados pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram que ficar conectado muito tempo durante o dia antes de se deitar aumenta em 33% as chances de ter um sono ruim e de dormir 50 minutos a menos por semana. O artigo, publicado ontem na revista Jama Network Open, avaliou mais de 120 mil pessoas.
A preocupação com a utilização de dispositivos eletrônicos se dá em razão do impacto geral na saúde. Ao avaliar dados de 122.058 participantes da Pesquisa de Prevenção do Câncer da Sociedade Americana do Câncer, o novo estudo destaca que mais de 41% dos adultos relataram o uso diário de telas antes de dormir.
Os resultados revelaram que o uso diário de telas está ligado a uma prevalência 33% maior de qualidade de sono ruim e uma média de 7,64 minutos a menos de sono durante os dias de trabalho. Essa relação se mostrou ainda mais forte em pessoas classificadas como de cronotipos noturnos — que tendem a dormir mais tarde e experimentar uma duração de sono ainda menor em comparação aos de cronotipo matutino. Segundo a pesquisa, quem tinha cronotipo noturno e usava telas diariamente ia para a cama, em média, 15,62 minutos mais tarde, diminuindo a duração do sono.
Sem exclusividade
O estudo ressaltou que a associação negativa entre o uso de telas e a qualidade do sono não é exclusiva de crianças e adolescentes, mas se estende também à toda população adulta. Para os cientistas os resultados indicam que muitos adultos lutam contra a falta de sono adequada em decorrência das demandas de seus estilos de vida modernos, que frequentemente incluem o uso de dispositivos eletrônicos até tarde da noite.
Em termos de qualidade do sono, os autores observaram um aumento significativo na sensação de sonolência diurna entre os participantes que utilizam telas antes de dormir. A pesquisa ainda evidencia a urgência de abordagens para minimizar os impactos negativos do uso de eletrônicos sobre o sono.
Estratégias como a limitação do tempo de uso de dispositivos à noite, a promoção de práticas de higiene do sono e a conscientização sobre a importância do sono para a saúde geral podem ser essenciais. Além disso, adaptações ao design habitual dos espaços de trabalho e a incorporação de horários de descanso também podem ajudar a melhorar a qualidade do sono entre os adultos.
Cláudia Moreno, professora titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e membro titular da Academia Brasileira do Sono (ABS), há uma grande diferença em relação ao impacto em crianças, adolescentes e adultos, pois, de acordo com a faixa etária, a necessidade de sono varia. “As crianças precisam dormir mais horas do que os adolescentes, e os adolescentes, por sua vez, precisam de mais horas do que os adultos. Portanto, se houver uma privação de sono importante e acumulada, ela terá um impacto maior em crianças e adolescentes, pois eles necessitam de mais descanso que os adultos.”
Andrea Toscanini, médica especialista em sono, doutora em ciências pela USP, membro titular da Academia Brasileira do Sono e presidente do Comitê de Sono Associação Paulista de Medicina (APM), são três componentes que o uso de tela desequilibra. “A luz, que inibe a melatonina; o conteúdo, que é aditivo; e o comportamento, que pode levar a uma insônia de associação, caso o indivíduo não realize o ritual de pegar o celular antes de dormir. Esses três fatores em conjunto causam um impacto negativo no sono, atrasando o início do sono, diminuindo a qualidade do descanso e tornando o uso de telas um fator potencialmente aditivo e prejudicial ao bem-estar, principalmente à noite.”
Procrastinação
Apesar de ser a distração favorita, ficar longe do telefone pode não ser a solução para procrastinadores. Pesquisadores da Escola de Economia de Londres avaliaram 22 participantes. Os voluntários puderam levar dispositivos tecnológicos. O acesso limitado pela distância levou à redução do uso do celular, mas em vez de se tornarem menos distraídos, eles trocaram só de objeto de atenção para o laptop. “O estudo mostra que deixar o smartphone de lado pode não ser suficiente para reduzir a interrupção e a procrastinação, ou aumentar o foco”, diz Maxi Heitmayer, autor do estudo.
Educar, não proibir
Apenas proibir o acesso a smartphones e redes sociais não é suficiente para educar as crianças sobre o uso saudável e consciente das tecnologias. É o que revela um estudo, realizado por uma equipe multidisciplinar internacional e publicado, ontem, na revista The BMJ.
Proibições de acesso a smartphones e mídias sociais têm sido defendidas em muitos países para proteger crianças de danos, inclusive no Brasil, onde o uso de celulares não é mais permitido nas escolas. Embora os momentos e espaços sem tecnologia sejam importantes, os autores frisam que as restrições gerais são “soluções paliativas que pouco contribuem para apoiar o envolvimento saudável das crianças a longo prazo com espaços digitais na escola, em casa e em outros contextos, e sua transição bem-sucedida para a adolescência e a vida adulta em um mundo repleto de tecnologia”.
Em vez disso, os cientistas, entre eles Gilson Schwartz, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), sugerem uma abordagem baseada em direitos para o uso de celulares e redes sociais, em linha com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que recomenda maneiras de proteger as crianças de danos e, ao mesmo tempo, estimular o desenvolvimento saudável do uso dessas tecnologias.
Segundo Marcelle Passarinho Maia, coordenadora da psicologia do hospital Anchieta Ceilândia, a proibição sem uma abordagem educacional, além de difícil de implementar, pode acarretar diversos riscos e desvantagens. “Entre eles, estão a falta de educação digital; rebelião e curiosidade, levando ao uso escondido; desconhecimentos dos riscos da internet. A educação é, portanto, a chave para o uso seguro; falta de diálogo, pois essa abordagem punitiva pode inibir a comunicação entre pais e filhos; além de impactar na saúde mental, pois restrições severas podem aumentar a ansiedade e o estresse.”
Para Rafael Moore, psicólogo, doutor e professor de Psicologia do Centro Universitário Uniceplac, entre os problemas gerados pela tecnologia estão o uso descontrolado de telas, estimulação excessiva, exposição a padrões irreais de aparência, violência digital e polarização de ideias. “A psicologia poderia atuar no fortalecimento de práticas saudáveis que se opõem a esses fenômenos. Abordar a valorização das diferenças e da troca de ideias, respeito ao outro, e a assertividade para a defesa dos próprios direitos, construção de autoestima. Deve-se também estimular atividades de socialização fora do ambiente virtual.”
O Projeto de Extensão Inclusão Digital para Idosos (ProEIDI), do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), vai abrir as inscrições para novas turmas no mês de abril. Ao todo, serão oferecidas 76 vagas, destinadas a pessoas com 60 anos ou mais, contemplando tanto o público interno quanto externo à UFRN.
As inscrições deverão ser realizadas presencialmente no dia 5 de abril, a partir das 8h, na sede do IMD. A seleção acontecerá por ordem de chegada, sendo necessário apresentar um documento oficial com foto para comprovar a idade. As aulas ocorrerão aos sábados, no próprio Instituto, com início previsto para o dia 12 de abril.
A iniciativa contará com dois cursos distintos. O curso de Computação Básica, com 28 vagas, abordará o uso do computador, navegação na internet e acesso a ferramentas como o Google Drive, entre outras atividades digitais essenciais.
Já o curso de Smartphone Básico, com 48 vagas, tratará do uso de aplicativos populares, como WhatsApp e Instagram, além de funcionalidades básicas da central de controle do celular.
Abrindo as ações do Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ganhou uma iluminação especial na cor azul. A iniciativa, solicitada pelo deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB), simboliza o compromisso do Parlamento Potiguar com a inclusão e o respeito às pessoas autistas.
A cor azul, símbolo internacional do autismo, foi escolhida para dar visibilidade à causa e marcar o início da programação prevista pelo mandato do parlamentar em todo o estado. “A iluminação da Assembleia é mais que um gesto simbólico: é um sinal claro de que o nosso mandato está atento, engajado e comprometido com a construção de uma sociedade mais inclusiva”, destaca Kleber Rodrigues.
O deputado agradeceu ao presidente da Casa Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, por ter acolhido prontamente a solicitação. “Esse gesto reforça que a luta pela inclusão não é individual, mas coletiva. É uma causa que une todos os parlamentares favor do respeito, da empatia e da garantia de direitos”, ressalta ele.
Além da iluminação, o Abril Azul contará com homenagens, atendimentos gratuitos, ações de rua, mobilizações nas redes sociais e eventos esportivos. A agenda segue durante todo o mês, passando por cidades como Natal, Parnamirim, Macaíba e Mossoró, com foco na escuta, no acolhimento e na promoção da dignidade das pessoas com TEA e suas famílias.