25/03/2026
Por Danilo Evaristo em Notas

Consumo de cigarro eletrônico cresce entre estudantes de 13 a 17 anos, diz IBGE

Foto: Freepik

Cerca de 29,6% dos estudantes de escolas públicas e particulares entre 13 e 17 anos já experimentaram o cigarro eletrônico. As meninas são mais expostas a essa iniciação: 31,7%, contra 27,4% entre os meninos. Além disso, 26,3% usaram o produto nos últimos 30 dias. Em contrapartida, os resultados indicam redução do uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas entre 2019 e 2024. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada hoje (25) pelo IBGE.

A PeNSE 2024 pesquisou o tabagismo através de quesitos que abordam a idade da experimentação e o uso recente de cigarro, narguilê, cigarro eletrônico (vaper, pod, e-cigarrette) e outras formas de consumo do tabaco, além da forma de obter o produto e da exposição indireta.

A experimentação do cigarro eletrônico passou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Essa experimentação é mais frequente entre meninas (31,7%) que entre meninos (27,4%), e entre os escolares da rede pública (30,4%) do que os da rede privada (24,9%). Esse crescimento se deu de forma generalizada em todas as Grandes Regiões do país, permanecendo as Regiões Centro Oeste (42,0%) e Sul (38,3%), com os maiores percentuais e as Regiões Nordeste (22,5%) e Norte (21,5%) com os menores.

Para o gerente da pesquisa, Marco Andreazzi, o cigarro eletrônico representa hoje um grande desafio que merece ser enfrentado. Mesmo sendo proibido no Brasil a sua comercialização e consumo, a experimentação e o uso do cigarro eletrônico estão ampliando rapidamente entre os adolescentes. Segundo avaliações da OMS esse aumento se deve a uma política das empresas produtoras do tabaco, que investem maciçamente na propaganda direcionada para os adolescentes e crianças, para o uso do cigarro eletrônico. Apesar dos sucessos obtidos com a política e as campanhas para a redução do consumo do cigarro, o cigarro eletrônico cresce sob uma propaganda enganosa de ser de baixa toxicidade, com seu cheiro e sabor atraente para os jovens e as crianças”.

Com relação ao consumo recente de outros produtos do tabaco, medido através do tipo de produto do tabaco que usou nos 30 dias anteriores à pesquisa, também se observa a importante modificação que aumenta em mais de 300% no caso do cigarro eletrônico e reduz à metade para o consumo do narguilê. Ao passo que os escolares que declararam que não fizeram uso de outros produtos do tabaco, permaneceu praticamente inalterado (62,3% em 2024 e 61,7% em 2019).

Sobre a experimentação do cigarro, o percentual de escolares de 13 a 17 anos que fumaram cigarro alguma vez na vida foi de 18,5%, uma queda em relação a 2019 (22,6%). Em relação ao uso atual do cigarro, pesquisado através do consumo de cigarros nos 30 dias anteriores à pesquisa, os resultados da PeNSE 2024 revelaram uma redução de 6,8% em 2019, para 5,6% em 2024. A diferença desse indicador para os alunos das redes de ensino pública (6,1%) e privada (2,8%) é importante. Já a diferença entre os sexos não foi estatisticamente significativa, ficando os meninos com 5,9% e as meninas com 5,3%.

Site/IBGE


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