25/02/2026
Por Danilo Evaristo em Política

Guilherme Saldanha diz que “não descarta” assumir mandato tampão no RN

Foto: Reprodução/YouTube

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (SAPE-RN), Guilherme Saldanha, afirmou que “não descarta” a possibilidade de assumir o Governo do Estado em um eventual mandato tampão, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie para disputar o Senado em 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM) durante esta quarta-feira (25), em meio à intensificação das articulações políticas na Assembleia Legislativa, após a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) confirmar que não irá assumir o cargo.

Questionado diretamente se já havia sido sondado sobre a possibilidade, o secretário respondeu: “De concreto, não houve ainda nenhuma sondagem”. Apesar disso, reconheceu que o tema circula nos bastidores e, ao ser perguntado se toparia assumir o Executivo estadual, afirmou: “Se chegar e depender de qual seja essa conjuntura, quais serão as responsabilidades, o que é que eu penso e o que é que eu vou conseguir fazer, a gente vai estudar com carinho”. Em seguida, ao ser indagado se descartava a hipótese, declarou que não descartava. Essa é a primeira declaração pública de Guilherme Saldanha sobre o assunto.

Filiado ao PSDB, Saldanha destacou a relação de confiança que mantém com a governadora Fátima Bezerra e com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), responsável por sua indicação à pasta ainda na gestão Robinson Faria. “Eu tenho uma relação hoje de amizade e de confiança com a governadora Fátima”, afirmou.

Na avaliação do secretário, a governadora reúne condições de construir uma saída política para o eventual cenário de renúncia e eleger alguém de confiança para assumir o mandato tampão. “Eu não tenho dúvida disso, que ela vai conseguir”, disse, ao comentar a capacidade de articulação da chefe do Executivo. Ele classificou Fátima Bezerra como “uma águia política” e afirmou que ela “conversa com todo mundo”.

Sobre as finanças estaduais, tema que permeia o debate sucessório, o secretário afirmou não ver motivo de preocupação. “Não me preocupa não, sinceramente não”, declarou. Ele destacou que a arrecadação de ICMS “vai muito bem”, embora tenha reconhecido impactos de bloqueios judiciais que, segundo ele, somaram R$ 1,2 bilhão no ano passado.

Tribuna do Norte


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