De acordo com o presidente da estatal, a estimativa da empresa era de que o reajuste nas bombas fosse de algo em torno de R$ 0,30, visto que o combustível vendido ao consumidor é misturado com etanol, no caso da gasolina, e biodiesel, no caso do diesel.
“O efeito esperado na bomba era de R$ 0,30, mas teve lugar que aumentou R$ 2. Há também de se considerar uma retomada das fiscalizações pós-refinaria, isso a gente tem dito que tem que ter muito cuidado, essa é uma questão de governo, de governo federal e governos dos estados. Tem Procons, tem Cade, uma série de instrumentos para combater o oportunismo tarifário”, afirmou.
“O movimento que se faz é sempre que a Petrobras aumentou ou diminuiu (o preço), naquele momento. Após isso, ninguém tem muita noção como isso chegou ao posto e é importante ter transparência”, afirmou.
Apesar do aumento dos preços nas refinarias, Jean-Paul afirmou que os valores praticados pela Petrobras ainda são menores que os registrados em janeiro deste ano. De acordo com ele, o litro de gasolina vendido nas refinarias era de R$ 3,31 em janeiro. O diesel era vendido a R$ 4,49, segundo o presidente.
O presidente ainda afirmou que, embora a estatal tenha mudado a política tarifária para não considerar apenas o custo da importação dos combustíveis, o preço do mercado internacional ainda tem impacto sobre o valor dos combustíveis vendidos pela empresa.
G1 RN
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