18/10/2020
Por Danilo Evaristo em
NotasSemana do Cérebro começa nesta segunda-feira, 19
Marcelha Pereira de Sala da Ciência
A Semana do Cérebro, que ocorre todo ano no Rio Grande do Norte, organizada pelo Instituto do Cérebro (ICe/UFRN), dentro da programação nacional do evento, acontece este ano de forma on-line, devido à pandemia. Com o tema Mulheres na neurociência: singulares e altamente conectadas, o formato on-line do evento começa nesta segunda-feira, 19, através do canal do YouTube do ICe e por meio do canal do Centro Estadual de Educação Profissional Professora Lourdinha Guerra, em Parnamirim.
Realizada há nove anos em todo o Brasil, a Semana Nacional do Cérebro (SNC) não só atua como um espaço de discussão sobre os avanços das pesquisas em desenvolvimento nas Neurociências, mas também serve para aproximar a população deste tema. É promovida em todo o Brasil pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e parte integrante da Brain Awareness Week (BAW).
Na programação norte-rio-grandense deste ano, diversas temáticas envolvidas com a Neurociência serão abordadas, dando destaque às mulheres neurocientistas para que elas tenham o espaço para compartilharem seus conhecimentos.
Na tarde do primeiro dia, a partir das 14h desta segunda-feira, 19, o foco será nos estudos das pesquisadoras da Faculdade de Ciências da Saúde (FACISA/UFRN). Serão quatro convidadas, Cláudia Anjos, Rarielly Dantas, Denise Cortês e Viviane Gomes, que vão falar sobre Ciclos Hormonais e Cognição; Daltonismo, Cor e Neurociência; Inteligência Artificial; e Inteligência Emocional.
De acordo com a moderadora da conversa da tarde e estudante do 10º período de Biomedicina na UFRN, Taíla Fialho, a aproximação com o público é fundamental para que a Neurociência se popularize e ajude a sociedade a entender mais sobre o que se passa com o cérebro. “Acredito que o debate de temas como esses são de fundamental importância para o momento atípico em que nos encontramos, pois nos proporciona reflexões acercas de nós, como indivíduos, e da nossa sociedade, visto que ela é plural”, conta.
Taíla Fialho também fala sobre a necessidade de divulgar a pesquisa que está sendo desenvolvida no Rio Grande do Norte. Como bolsista de iniciação científica no Laboratório de Plasticidade em Circuitos Neurais, no Instituto do Cérebro (ICe/UFRN), ela destaca que a maior parte das pesquisas brasileiras são produzidas pelas Universidades Federais e por isso é preciso que o conhecimento seja levado para fora dos muros dos institutos.
Por sua vez, a conversa da noite desta segunda, às 18h30, será sobre saúde mental e vai receber Karina Azevedo, pesquisadora do Departamento de Psicologia da UFRN, assim como Fernanda Palhano e Débora Hashiguchi, ambas pesquisadoras do ICe. Elas vão apresentar ao público dados sobre o índice de suícidio em estudantes universitários, os efeitos antidepressivos da ayahuasca e a influência da atividade física no sistema nervoso.
Para a mestranda em Neurociências pelo Ice e moderadora da conversa noturna, Gabriela Barbalho, é de extrema importância falar sobre saúde mental, já que doenças mentais como a depressão vêm aumentando no mundo todo, incluindo no meio acadêmico. “Não é só falar sobre, mas também mostrar que existem pesquisas sendo feitas com novas substâncias e que recursos como a atividade física podem ser benéficos para tal problema. Além disso, infelizmente, ainda existe um certo tabu quando falamos sobre problemas mentais tais como a depressão. Então, ter uma ação como a Semana do Cérebro trazendo esse tema com dados científicos concretos, acaba por ajudar a desmistificar e estimular as pessoas a falarem mais abertamente sobre o assunto, além de incentivar a busca por ajuda apropriada”, afirma.
Após as palestras do primeiro dia, a programação da Semana do Cérebro se estende por duas semanas, até o dia 30 de outubro, incluindo a participação de pesquisadores de instituições parceiras da UFRN.
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