25/04/2018
Por Danilo Evaristo em
Notas“Má avaliação de Robinson não me causa satisfação”, diz Garibaldi
Por Allan Darlyson
Presidente do MDB do Rio Grande do Norte, o senador Garibaldi Filho declarou, em entrevista ao portalnoar.com, nesta quarta-feira (25), que a má avaliação do governo Robinson Faria (PSD) não o deixa satisfeito. Garibaldi avaliou o seu mandato, as perdas que o partido vem tendo, o peso eleitoral do seu apoio ao presidente Michel Temer, as expectativas para as eleições deste ano e confirmou que será candidato à reeleição.Confira a entrevista:
Como o senhor avalia o último mandato de senador?
Cumprindo uma missão partidária, passei os quatro primeiros anos do meu atual mandato exercendo a função de ministro da Previdência Social. Naquela Pasta, eu trabalhei no sentido de aprimorar o atendimento dos segurados do INSS e expandir a rede de agências. Em quatro anos, entreguei 300 novas agências da Previdência, sendo vinte no Rio Grande do Norte. O programa Empreendedor Individual passou de 760 mil cadastrados para 4,5 milhões. Também desenvolvemos um programa para que as donas de casa pudessem adquirir direitos previdenciários. Concluída essa tarefa, retornei ao Senado e dediquei meu mandato, principalmente, a questões ligadas diretamente ao nosso Estado. Priorizei temas ligados à transposição das águas do Rio São Francisco, ações emergenciais contra à seca, valorização do homem do campo, duplicação da BR-304 e outras medidas voltadas para redução da criminalidade, educação e saúde.
O senhor acha que o apoio ao presidente Michel Temer pode prejudicá-lo eleitoralmente?
Nunca dependi de lideranças nacionais para me eleger. Sempre disputei eleições submetendo ao julgamento do eleitor o meu desempenho como parlamentar ou ocupante de cargo no executivo. Tenho uma história que, felizmente, a população do Rio Grande do Norte tem aprovado e acolhido. Por outro lado, como homem de partido e tendo a minha vida pautada na coerência, não considero que estaria agindo com correção se passasse a rechaçar o governo do presidente Michel Temer. Até porque, independentemente de sua popularidade, o atual governo conseguiu importantes resultados, sobretudo na recuperação da economia do país.
O MDB vem sofrendo perdas no último ano. Como o senhor pretende reverter essa tendência?
Da mesma forma que muitos outros partidos, o MDB perdeu alguns nomes. Essa troca de sigla se deu não por cunho ideológico, mas em virtude das eleições de 2018. Lamento que isso tenha ocorrido, mas, na condição de presidente do MDB, vou trabalhar para que possamos reconquistar essas vagas. O fato de o nosso partido ter um trabalho consolidado no Rio Grande do Norte vai contribuir para que nosso objetivo seja alcançado. Contamos hoje com 45 prefeituras e 26 vice-prefeituras. Esta estrutura partidária será fundamental para que possamos obter um ótimo resultado nas próximas eleições. Terminado o período eleitoral, vamos iniciar uma campanha para novas filiações.
O senhor já declarou publicamente apoio à pré-candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo ao governo. Por que o senhor o considera o melhor nome?
Carlos Eduardo tem a experiência exigida para concorrer ao Executivo estadual. Tanto ocupando cargos no executivo quanto no legislativo ele demonstrou a competência e a seriedade necessárias para um bom exercício dos mandatos concedidos pelo povo. Em 2013, quando assumiu novamente a prefeitura de Natal, recebeu a cidade em uma situação de extrema dificuldade. Com muito trabalho, conseguiu superar os problemas e, ao final daquele mandato, teve sua administração aprovada pelo eleitorado, que o reelegeu para o cargo já no primeiro turno. Aliado naquele pleito eleitoral e participante da gestão, o MDB, também por coerência, apoia Carlos Eduardo para o cargo de governador do Rio Grande do Norte.
Qual a avaliação que o senhor faz do governo Robinson Faria?
A má avaliação do governador Robinson Faria não me causa a menor satisfação. Muito pelo contrário: me entristece e causa preocupação constatar que os norte-rio-grandenses estão carentes até de serviços essenciais. Lamentavelmente, alguns ajustes necessários para a saúde financeira do Estado não foram feitos no início do governo e o resultado é esse que todos nós estamos vendo. Porém, prefiro não fazer uma avaliação mais incisiva pois somente quem está sentado naquela cadeira de governador tem a exata noção do que deve e pode fazer.
A Assembleia começou a debater a denúncia contra o governador por crime de responsabilidade, o mesmo que culminou com o impeachment de Dilma. O senhor é a favor da investigação?
Não tenho as informações necessárias para opinar se a Assembleia deve ou não aceitar a representação do Ministério Público Estadual por crime de responsabilidade. Menos ainda para saber se seria correta ou não a comparação com o caso do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Quais a expectativas do senhor, como pré-candidato à reeleição e presidente estadual do MDB, para as eleições deste ano?
Estou bastante otimista. Antecipadamente, sou muito agradecido pelo acolhimento que a minha candidatura recebeu junto aos correligionários e amigos do MDB. Também sou grato pela aceitação que a opinião pública tem demonstrado, por meio das pesquisas divulgadas até agora. Mas o fato é que a eleição somente será realizada no mês de outubro.
Tendo uma chapa fechada com Carlos Eduardo para o Governo, o senhor e o senador José Agripino para o Senado, é possível atrair ainda novos aliados?
Apesar de a chapa já estar definida, até agosto trabalharemos para o fortalecimento destas pré-candidaturas. A nossa expectativa é que os nomes cogitados se confirmem e possamos dialogar com o eleitor potiguar e demonstrar nossas ideias, planos e propostas em favor da reconstrução do Rio Grande do Norte.
Chegou-se a especular nos meios políticos a hipótese de o senhor não disputar a reeleição. Existe essa possibilidade? Caso não seja candidato a senador, qual cargo disputará?
Repito: serei candidato à reeleição. Cheguei a esta decisão depois de ouvir amigos, familiares e correligionários, e de refletir bastante. Pretendo mais uma vez colocar a minha dedicação, empenho, conhecimentos e experiência em favor do Rio Grande do Norte e da população potiguar.
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