08/09/2017
Por Danilo Evaristo em Notas

Geddel Vieira Lima é preso após descoberta de malas com R$ 51 milhões

AFP

Geddel Vieira Lima, ex-ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e homem de confiança do presidente Michel Temer, perdeu os benefícios da prisão domiciliar, depois da descoberta de malas repletas de dinheiro num apartamento em Salvador.

Geddel Vieira Lima, de 58 anos, foi conduzido nas primeiras horas do dia pela Polícia Federal (PF) até o aeroporto da capital do Estado da Bahia, segundo o portal G1, que mostrou imagens da saída do veículo do prédio onde reside e esperava para ser julgado por suposta tentativa de obstrução da justiça.

A PF não informou até o momento o local para onde o ex-poderoso ministro será levado.

Na terça-feira passada, os brasileiros – já apáticos diante de tantas revelações em termos de corrupção – voltaram, no entanto, a ficar surpresos com a difusão de imagens de cerca de vinte malas e caixas lotadas de reais e dólares achadas em um apartamento que, segundo o proprietário, foi emprestado a Geddel para guardar pertences pessoais.

A contagem do dinheiro com utilização de sete máquinas levou 14 horas e totalizou a soma impressionante de 42.643 milhões de reais e 2.688 milhões de dólares.

A Operação “Tesouro perdido” era uma ramificação de outra, denominada Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal – do qual Geddel foi vice-presidente de 2011 a 2013, durante o governo de Dilma Roussef – em benefício de políticos, altos funcionários e empresários.

O dirigente foi detido de forma preventiva em junho deste ano e colocado no mês seguinte em prisão domiciliar por suposta tentativa de obstrução da justiça em uma investigação sobre desvio de fundos público, o que ele nega.

De 2007 a 2010 Geddel foi ministro da Integração Nacional do governo de Lula e um importante articulador do PMDB, de Temer. Após o impeachment de Dilma, esteve à frente da secretária da nova Presidência até novembro passado, quando renunciou depois de ser acusado de tráfico de influência por Marcelo Calero, então ministro da Cultura.


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