12/07/2017
Por Danilo Evaristo em Natal

Lixo inadequado na rede de esgotos é um problema diário e de todos

Lixo inadequado na rede de esgotos é um problema diário e de todos

Ellen Rodrigues – ACS Caern 

O setor de esgotos da Regional Natal da Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern), que atende as zonas leste, sul e oeste da capital, recebe diariamente uma média de 25 chamadas por problemas na rede de esgotamento da cidade, aproximadamente 730 por mês. Deste total, 33% das ocorrências são geradas pela presença de gordura e lixo. Os bairros campeões de registro são: Cidade da Esperança, Rocas, Santos Reis e Quintas.

Absorventes, preservativos, tecidos, fraldas, restos de comida e sacolas plásticas são os campeões de descarte na rede de esgotos hoje. São 5,8 toneladas de lixo todo mês. Vinte e um bairros da capital potiguar têm seus esgotos tratados na Estação de Tratamentos de Esgotos do Baldo (ETE).

A Caern está trabalhando intensamente para concluir até o fim de 2018, o esgotamento sanitário total da cidade. Porém, quando o sistema estiver totalmente em operação, o que inclui duas novas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE´s Jaguaribe e Guarapes), o uso correto da rede pela população será determinante no sucesso do saneamento.

Com as obras de esgotamento em andamento na cidade, a Caern tem registrado ocorrências de ligações de imóveis nas redes de esgotos que ainda não estão operando. Apenas em 2016 e 2017 foram solicitados 174 desobstruções em área fora de operação, sendo  81 em Neópolis, 83 em Felipe Camarão e 10 no Planalto.

O descarte de objetos e óleos indevidamente e as ligações de água de chuva na rede geram problemas diários na cidade, resultando em transbordamentos e entupimento nas tubulações. Além da questão ambiental, ocasionam problemas de saúde pública para a população, com destaque para a diarreia e a dengue.

A Caern também acaba gastando mais com esta situação, o que é repassado para o custo das tarifas. “Os resíduos na ETE do Baldo atrapalham a manta dos reatores, que pode ser rompida. Temos uma grade que serve de barreira contra os sólidos e faz parte do tratamento, mas a sua limpeza também exige gastos”, explica Odênia de Lima e Silva, técnica ambiental da ETE do Baldo.

O tratamento terciário na ETE do Baldo tem a função de eliminar os microrganismos presentes nas águas residuárias. Essa tecnologia é uma das mais avançadas do mundo e também será usada nas duas novas Estações em construção.


0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Busca no Blog

Facebook


Twitter


Parceiros