22/04/2016
Por Danilo Evaristo em
NotasTemer critica Dilma por associar impeachment a golpe

Temer critica Dilma por associar impeachment a golpe
O Globo – Em uma entrevista de 24 minutos concedida na manhã desta quinta-feira (21) ao jornal “The Wall Street Journal”, o vice-presidente Michel Temer criticou a associação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff a um golpe de Estado e demonstrou incômodo com a acusação de ser traidor. A entrevista a veículos estrangeiros é parte da estratégia de comunicação para uma contraofensiva ao discurso de golpe adotado pela presidente e pelo PT.
Aliados do peemedebista têm demonstrado grande preocupação com a fala de Dilma na ONU, marcada para sexta-feira, e com a possibilidade de que ela faça circular entre chefes de Estado a ideia de que é vítima de um processo forjado de impedimento. Há evidências de que, principalmente no exterior, essa versão tem ganhado adesões. Temer assumiu nesta quinta-feira, interinamente, a Presidência pela primeira vez desde que foi aprovado, na Câmara, o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma.
— Ela diz que sou o chefe do golpe, o que obviamente é uma perturbação para mim e para a Vice-Presidência da República — disse Temer ao “Wall Street Journal”, completando: — Cada passo do processo de impeachment está de acordo com a Constituição. Como isso pode ser um golpe?
Além de criticar o tratamento que os petistas têm dado ao processo de impeachment, o vice disse ao jornal que estará pronto para assumir o governo caso o afastamento de Dilma seja aprovado e que, “quando for a hora, terá nomes na cabeça para compor um Ministério”. Ele confirmou que tem conversado com possíveis nomes aos cargos para compor um governo de coalizão, mas que isso não significa qualquer disposição de atropelar o rito processual do impeachment.
— Eu vou retornar ao meu posto (de vice-presidente) assim que ela voltar — ressaltou Temer.
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