16/08/2015
Por Danilo Evaristo em Esporte

Vasco perde para o Coritiba e Celso Roth é demitido

vasco

Guito Moreto / Agência O Globo

O Globo – Ao contrário dos colegas que costumam congestionar o meio-campo para proteger a defesa e o emprego, o técnico Celso Roth, apostou no ataque para sobreviver e acabou demitido. Com a derrota por 1 a 0 para o Coritiba, com gol nos acréscimos, o Vasco encerrou o primeiro ato de uma ópera-bufa. Depois de as declarações de seu presidente chegarem ao limite da comédia, pela tentativa de negar a realidade, o desempenho do time, ontem, no Maracanã, reforçou o drama.

— Estou aqui para fazer um breve comunicado: Celso Roth não é mais técnico do Vasco — disse o vice de futebol, José Luís Moreira, logo após o jogo. Ao chegar à metade do campeonato na lanterna com 13 pontos e aproveitamento de 22,8%, o Vasco precisa somar mais da metade dos 57 pontos em disputa no segundo turno para tentar escapar do terceiro rebaixamento em oito anos. Dos cinco jogos em que já está sem vencer, o Vasco não marcou gols nos últimos quatro.

VALDIR BIGODE É O INTERINO

Com a vitória, obtida graças à falha de Jomar, o Coritiba chegou aos 17 pontos e ganhou o fôlego que falta aos técnicos vascaínos. Doriva já fora demitido neste Brasileiro. Oswaldo de Oliveira e Guto Ferreira são os nomes mais cotados. Enquanto o sucessor de Roth não e anunciado, o time deve ser dirigido pelo interino Valdir Bigode na quarta-feira, contra o Flamengo, no Maracanã, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. — Espero que minha saída sirva para beneficiar o Vasco — disse Roth, que teve sete derrotas, um empate e três vitórias nos 11 jogos que dirigiu o time no Brasileiro.

A escalação do time com Jorge Henrique, Nenê, Dagoberto e Riascos, confirmou a vontade do presidente, Eurico Miranda e a desorientação vascaína. Com a falta de suporte do meio da defesa, a opção pelo quarteto ofensivo contrariou uma regra básica do futebol e da engenharia . Construir a cobertura antes dos alicerces aumenta o risco da queda. — Nós jogadores temos uma parcela gigantesca nisso, a gente não entende por que o pé entorna quando surge a chance do gol — disse Dagoberto.


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