21/05/2015
Por Danilo Evaristo em Notas

Produção no Rio Grande do Norte e otimismo sobem…

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Produção do Rio Grande do Norte e otimismo sobem – Foto: Adriano Abreu

Tribuna do Norte – Após registrar quatro meses consecutivos de queda, a indústria  potiguar  comemorou resultados positivos em março de 2015. Isso se deve ao registro da  produção   neste mês ter sido maior em comparação a fevereiro. O resultado foi puxado pelo desempenho das médias e grandes indústrias, uma vez que o indicador de produção continuou em queda entre as pequenas.  O  indicador  de  evolução  da  produção subiu  28,20%,  passando  de 42,2 para 54,1 pontos, mostrando aumento na  produção em  relação  ao  mês  anterior.

O comércio varejista, apesar de desacelerado, apresentou melhor resultado do que o do conjunto do país no primeiro bimestre do ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume de vendas do varejo restrito do Rio Grande do Norte cresceu 0,1% no primeiro bimestre do ano, e o do varejo ampliado (que inclui veículos e material de construção) caiu 1,7% (ante -1,2% e -7,5% do nacional). Na mesma base de referência, a receita nominal de vendas potiguar cresceu 6,6 % e 3,7% no varejo ampliado (ante 5% e -1,7% do nacional).

Em março,  o  nível  médio  de utilização da  capacidade instalada (UCI) para  a indústria  como  um todo atingiu68%, três pontos percentuais acima  do  índice de  fevereiro(65%)  e um ponto percentual abaixo do valor registrado em março de 2014, quando o indicador alcançou 69%.As médias  e  grandes empresas  com  um  grau  médio  de  ocupação  de 69%  (contra 65%  do levantamento  anterior)  superaram  as pequenas indústrias  cuja  UCI  atingiu 63% mesmo  índice observado em fevereiro.

Uma sondagem  das  indústrias  Extrativas  e  de  Transformação  do  Rio  Grande  do  Norte,  elaborada pela  Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) mostra, de  uma  forma  geral,  que as  expectativas  para  os  próximos  seis  meses se  tornaram  menos pessimistas em  abril.  Há previsão de  aumento da  demanda e  de  estabilidade nas compras  de matérias primas.

Em abril,  o índice  de intenção  de  investimento das  Indústrias  Extrativas  e  de  Transformação atingiu 43,5pontos, 2,47%  abaixo  do  registrado  em março (44,6 pontos)  e 23,42% inferior  ao observado em abril de 2014, quando o índice alcançou 56,8 pontos. É importante ressaltar que o índice varia de 0 a 100 pontos; quanto maior o índice, maior a disposição para o investimento na indústria.

Problemas

O principal problema enfrentado pela indústria potiguar no primeiro trimestre de 2015, segundo os empresários é a elevada carga   tributária, assinalada   por 61,7%   das   empresas correspondentes. Em   segundo   lugar, empatadas   com   31,9%   das   indicações,   aparecem   a   concorrência   desleal (informalidade, contrabando, dumping, etc) e as altas taxas de juros.

Problemas  relacionados à falta  ou  alto  custo da matéria-prima e  às dificuldades  na  logística  de transporte (estradas,  infra-estrutura  portuária,  etc) ficaram  no 3º  e 4º  lugares  do ranking  de principais problemas, assinalados por 25,5% e 21,3% das empresas, respectivamente. Também  merecem destaque  a  assinalação  de  problemas  relacionados  à demanda interna insuficiente que foi apontada por 19,1% das empresas, e a falta ou alto custo de energia marcada por 17,0% dos empresários consultados.


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