14/04/2015
Por Danilo Evaristo em Esporte

Flamengo e Corinthians são favorecidos pela arbitragem

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Foto: Wagner Meier/Lancepress

R7 – Mais uma vez, o destaque da rodada foi o homem do apito. No Carioca, o árbitro João Batista de Arruda esqueceu o cartão vermelho em casa e não conseguiu controlar disciplinarmente a primeira partida da semifinal entre Flamengo e Vasco, que terminou empatada sem gols no último domingo (12).

Em São Paulo, ainda no sábado (11), o auxiliar Vicente Romano Neto viu impedimento onde não havia e o juiz Flávio Rodrigues de Souza invalidou o gol de Renato Cajá, da Ponte Preta, que acabou eliminada do Estadual pelo Corinthians ao ser derrotada por 1 a 0.

Erros grotescos dos árbitros em favor dos dois clubes de maior torcida do País já não são novidade. Historicamente, Flamengo e Corinthians têm sido beneficiados por marcações equivocadas em momentos decisivos das principais competições nacionais. Relembre algumas delas a seguir.

Um dos erros mais graves já vistos no Campeonato Brasileiro aconteceu em 1982, na grande final entre os timaços de Grêmio e Flamengo. Após empate nos dois primeiros jogos (1 a 1 e 0 a 0), tricolores gaúchos e rubro-negros cariocas decidiram o Nacional em um abarrotado Estádio Olímpico. O Flamengo saiu na frente com Nunes, após rápido contra-ataque, e então veio o lance capital: Escanteio em favor do Grêmio. Bola na área e o centroavante Baltazar subiu para cabecear e empatar a partida. Gol? Não. Uma mão impediu o empate. A mão do meio-campo Andrade, do Flamengo, que fez às vezes de ‘goleiro’. Na ocasião, o árbitro Oscar Scolfaro nada viu e deu sequência à partida. Resultado: Flamengo 1 a 0 e título de bicampeão brasileiro para o esquadrão de Zico.

Já neste domingo (12), logo nos primeiros minutos da semifinal entre o Rubro-Negro e o Vasco da Gama, o volante Jonas, do Fla, levantou o pé e deu uma voadora no atacante Gilberto. Imprudente, ele recebeu apenas o cartão amarelo, o que gerou crítica dos torcedores vascaínos. Além de Jonas, Cirino e Wallace, do Fla, e Dagoberto, do Vasco, também podiam ter recebido cartão vermelho em lances seguintes.

Em São Paulo, a torcida da Portuguesa jamais esquecerá o nome de Javier Castrilli, o juiz argentino que apitou a semifinal do Estadual de 1998, quando o Corinthians levou vantagem. Já nos acréscimos do segundo tempo, a Portuguesa vencia por 2 a 1 quando o zagueiro César, da Lusa, interceptou uma bola dentro da área usando o peito. Mas, não para Javier Castrilli, que viu mão na bola e marcou pênalti em favor do Timão. Freddy Rincón bateu e converteu para o Corinthians, que com o empate se classificou para a decisão.

A disputa do polêmico Brasileiro de 2005 também favoreceu o Timão. Brigando cabeça a cabeça nas últimas rodadas, o Internacional foi ao Pacaembu no dia 20 de novembro disputar uma espécie de “decisão” contra o Corinthians. Um empate em 1 a 1 seguia até os 28 minutos da segunda etapa quando apareceu a figura do controverso juiz Márcio Rezende de Freitas, que não assinalou uma penalidade claríssima no volante Tinga, que foi atacado pelo goleiro Fábio Costa. “Por simulação”, Tinga ainda recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso da partida. O empate manteve o Timão na liderança restando duas rodadas para o fim da competição.

O lance de 2005 motivou a diretoria do Internacional a criar um dossiê com erros que favoreceram o Corinthians, anos depois, quando as duas equipes se encontraram na decisão da Copa do Brasil de 2009. Pênaltis inexistentes marcados a favor do Timão, pênaltis contra o Corinthians ignorados pela arbitragem, faltas passíveis de cartão e lances de impedimento rechearam o documento Colorado na época.

Até mesmo quando Corinthians e Flamengo se enfrentam alguém acaba favorecido pelo árbitro. Na última vez, no Brasileiro de 2014, o Rubro-Negro venceu o Timão em setembro no Maracanã com um gol impedido não assinalado pelo árbitro Sandro Meira Ricci.


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