30/10/2017
Por Danilo Evaristo em Notas

Seguro para celular é alternativa em meio à insegurança

Os aparelhos eletrônicos, em especial os celulares, são os artigos mais visados pelos criminosos em assaltos que ocorrem diariamente no Rio Grande do Norte. Embora a Secretaria do Estado de Segurança Pública (Sesed) não tenha números atualizados, em todo o país as estatísticas mostram que 50% do total de ocorrências de roubos, envolvem celulares. Para buscar prevenir a perda dos aparelhos, muitas pessoas têm buscado a opção de aderir a seguros.

Jacques Andrade, diretor secretário do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Norte (Sincor-RN), explica que “o seguro é para equipamentos portáteis, não apenas celular. Engloba notebooks, tabletes e câmeras”. O serviço “cobre o roubo, que é a preocupação de todos. Mas também prejuízos causados por quedas e danos elétricos”, descreve o corretor.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, indicam que no Brasil, em agosto de 2017, havia 116,53 celulares para cada 100 habitantes. Ou seja, há mais aparelho do que gente. Mesmo assim, o seguro destinado aos equipamentos portáteis ainda é desconhecido de grande parte da população.

“Ainda é um seguro restrito, até mesmo para seguradoras”, afirma Andrade. O presidente do Sincor, Alderi Alves de Moura, conta que em outros locais do Brasil, o serviço é mais conhecido do que em terras potiguares: “Nem todos têm conhecimento, ainda. Aqui a procura é pequena, mas em grandes centros é bem comum”.

Mesmo não sendo uma modalidade de seguros tão forte no estado, o presidente do Sincor demonstra que a tendência é crescer. “Há tendência de crescimento na busca por esse tipo de seguro, porque as pessoas estão se sentindo mais vulneráveis”, enfatizou Alderi.

A única hipótese que o seguro não cobre o furto é quando o aparelho fica à mostra dentro de um veículo, atraindo atenção dos criminosos.

Não seja a próxima vítima

A reportagem do PORTAL NO AR entrevistou o delegado Sérgio Leocádio, que também atua no mercado de segurança privada há oito anos, para buscar entender os motivos da obsessão de bandidos pelos aparelhos celulares.

“O problema hoje é que o aparelho celular deixou de ser apenas para fazer ligação. As pessoas estão começando a usar de forma viciante, e em local público. Hoje, para se proteger, não se pode fazer mais isso. A violência está muito grande aqui na nossa cidade. Em shows ou eventos as pessoas levam o aparelho, botam nos bolsos e outros furtam. A Festa do Boi desse ano bateu recorde em roubo de celulares”, destacou Leocádio.

O delegado também lembra que as grandes redes de varejo do Brasil são alvos de assalto principalmente na sessão se smartphones.

“Hoje as pessoas estão tão prevenidas de arrastões, que chegam a levar um celular de menor valor para o ladrão. O smartphone fica escondido em meia e até em roupa íntima. O Estado não dá mais a segurança pública, e você tem que se prevenir”, reforça.

Leocádio explica simples cuidados para diminuir o risco. “Se deixar tablete, celular à mostra dentro de um carro estacionado, o ladrão arromba. O cidadão precisa ter cuidado pessoal ou será a próxima vítima”.

Por Júlio Rocha/Portal no Ar


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