18/10/2015
Por Danilo Evaristo em
NotasCalor preservou corpo de mulher que estava intacto após 1 ano enterrado

FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro
Tribuna do Ceará – O corpo da mulher encontrado intacto em Umirim, interior do Ceará, mesmo após cerca de um ano enterrado, foi preservado devido à alta temperatura no município, localizado a 110 quilômetros de Fortaleza. De acordo com o médico legista Francisco Simão, diretor do Serviço de Verificação de Óbitos, em ambientes de temperaturas elevadas, o processo de desidratação é forte. Em Umirim, a temperatura média é de 35ºC. Em uma urna funerária, a temperatura sobe para 60ºC. “A pele e a gordura se unem, se fundem, e se depositam sobre os ossos, como se fosse uma plastificação”, explica.
A conservação do corpo chamou a atenção de moradores da cidade. A mulher, de 53 anos, estava internada em Hospital de Itapipoca, dias antes de falecer. A pulseira da unidade de saúde foi preservada. Segundo Simão, a ingestão de antibióticos antes da morte também retarda a decomposição. “Uma pessoa tem trilhões de bactérias. Quando falta oxigênio, elas se tornam cada vez mais poderosas e fazem o processo de destruição do corpo. Mas existem os fatores externos: por exemplo, uma pessoa que tomou grande quantidade de antibióticos destrói grande parte das bactérias que seriam responsáveis pela decomposição do corpo”. Em 21 de outubro deste ano, completam-se 11 meses da morte da mulher. Ela teria sido retirada do túmulo para exumação dos restos mortais.
O corpo da senhora teria ficado exposto no cemitério, atraindo curiosos ao local que, inclusive, registraram o fato em vídeos e em fotografias. Para o médico legista, o caso foi um verdadeiro crime, já que o cadáver deve ser preservado. Conforme disse, só existem duas situações em que o túmulo pode ser aberto: com determinação judicial, para que peritos examinem o corpo, ou quando são completados, pelo menos, quatro anos do óbito (para a exumação). “Foi errado retirar o corpo, foi errado o manuseio que foi feito. Uma ação como essa é crime. Foi um equívoco mandar fazer um trabalho em uma urna funerária que está há pouco tempo ali, um ano é pouco tempo dentro desse contexto”.
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