A cada duas horas, um carro é roubado no estado do RN
Novo Jornal – Segundo levantamento feito pelo Novo Jornal, com números fornecidos pela Delegacia Especializada na Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), a média é de um carro roubado ou furtado a cada duas horas no Rio Grande do Norte. Em julho, no último boletim fornecido pela delegacia especializada, foram 420 casos registrados em todo o Rio Grande do Norte – 230 motocicletas e 190 automóveis. A média foi de 14 boletins de ocorrência por dia.
Em 80% das vezes, a abordagem foi praticada com algum tipo de violência. No entanto, este crime não é mais o fim, mas o meio para novos delitos, afirma o delegado Márcio Delgado. “O roubo é feito para anteceder outro tipo de crime, como um assalto a estabelecimentos comerciais, explosão de caixas eletrônicos ou tráfico de drogas”, explica. Natal lidera as estatísticas de roubos e furtos a veículos. Foram 204 casos registrados somente em julho. “A região metropolitana registra mais de 90% deste tipo de crime”, reforça. A incidência abrange ainda as cidades de Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim.
Dos crimes registrados, mais de 80% são de assaltos, principalmente à mão armada, cuja ocorrência está situada em dois horários: das 6h às 9h e das 17h às 19h. Os furtos ocorrem quando o veículo é violado e subtraído sem o conhecimento do proprietário. “O crime ocorre no momento em que o proprietário sai ou está chegando à residência”, diz o delegado. Ele explica que houve redução de abordagens em sinais de trânsito ou com grande confluência de pessoas, como estacionamento de shoppings e supermercados. “O criminoso procura a vítima no momento de desatenção. A abordagem criminosa é praticada quando está saindo de casa para o trabalho ou na volta dos compromissos diários”, explica.
Hoje, o número de furtos, segundo o delegado, está mais relacionado à desatenção dos proprietários. Carros modernos até têm mecanismo de segurança – alarmes, bloqueadores e rastreadores eletrônicos – que, geralmente, inibem o crime, mas por algum descuido dos motoristas acabam não garantindo a manutenção do bem. “As pessoas deixam os manuais do proprietário e as chaves reservas dentro do próprio do próprio carro. É algo que facilita a vida do ladrão”, reforça.
0 Comentários