15/08/2015
Por Danilo Evaristo em
NotasMinistra pede providências contra ofensas à potiguar

Roberto Stuckert
Agência Brasil – Em meio a manifestações de apoio do governo e da sociedade civil direcionadas a Ana Luiza Silva de Lima, estudante de medicina que foi alvo de ofensas nas redes sociais após discursar na cerimônia de dois anos do Programa Mais Médicos, no último dia (4), a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse na quinta-feira (13) que os responsáveis pelas ofensas devem ser punidos. Ana é estudante de medicina do Campus de Caicó, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
No evento, no Palácio do Planalto, com a presença da presidente Dilma Rousseff e de ministros, a estudante falou sobre a oportunidade de acesso à educação que teve por meio de incentivos de políticas públicas do governo. Em seguida, internautas postaram comentários em sua página do Facebook em que a chamam de “médica vagabunda de pobre”, “vadia” e “ignorante”, entre outras ofensas. Em seu perfil, Ana Luiza sugere que as agressões partiram de médicos. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres informou que entrou em contato com a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do Rio Grande do Norte solicitando providências das autoridades no estado para identificar os autores das ofensas e puni-los. “Peço investigação, julgamento e punição. Quem a ofendeu tem que pagar, tem que ser investigado e tem que responder”, afirmou a ministra, em entrevista à Agência Brasil.
A estudante entrou na primeira turma de medicina do Campus de Caicó, que faz parte da política de inclusão regional no ensino de medicina. No discurso, ela relatou que não teria condições de se manter na capital do estado para cursar a universidade e, com a abertura do campus, o sonho se tornou possível. A ministra lamentou o episódio e disse que as ofensas demonstram a dificuldade da sociedade em conviver com a diferença de posições. Ela afirmou também que os comentários demonstram preconceito de classe social e de gênero. Para Eleonora Menecucci, o ocorrido mostra ainda que as diferenças políticas estão sendo transformadas em atos de violência.
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