08/05/2015
Por Danilo Evaristo em Notas

Styveson volta a cogitar saída da Operação Lei Seca

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Styveson volta a cogitar saída da Operação Lei Seca

“Eu acho que estava feliz e não sabia”. Foi o que o tenente Styvenson Valentim disse sobre os novos cortes na estrutura da Operação Lei Seca. Na quarta-feira passada, ele organizou mais uma blitz na avenida Engenheiro Roberto Freire, mas o número de pessoal e viaturas foi bem menor do que as anteriores. Segundo ele, isso se deve à recente exoneração do coordenador de Educação e Fiscalização de Trânsito, Adriano Barbosa.

Caso a falta de recursos materiais e humanos persista, o tenente da Polícia Militar disse que não suportará permanecer no cargo de coordenador da Operação por muito tempo. “Se eu não sofrer um infarto, um estresse agudo, do que jeito que está, não chega até o São João. Não sei nem se chega até lá. Vou até quando eu puder. Está péssimo, é cansaço físico, mental”, declarou, lembrado que essas condições se estendem a sua equipe.

Atualmente, a Operação possui apenas nove policiais militares. Ao lado do antigo coordenador do departamento de Educação e Fiscalização, mais quatro agentes de trânsito trabalhavam em conjunto. “Os agentes ficavam mais no estacionamento [da blitz]. Olhavam se os carros eram roubados, a questão do lacre da placa, se havia arma ou droga dentro do carro. Eles sempre faziam esse trabalho acompanhados de um policial”, explicou Styvenson. Agora, essa atribuição é acumulada pelos militares. 

O número de viaturas também diminuiu. “Ontem [quarta-feira] fui com uma viatura porque não sabia onde estavam as outras”, contou Styvenson. Em geral, a Operação contava com duas picapes, guincho, caminhão, uma microvan e a van escritório. Ontem, segundo Styvenson, só havia uma picape e a van-escritório para dar apoio. “Eu tenho que levar 50 cones para blitz e outros itens. Como é que eu vou fazer com essa estrutura? Como é que eu vou transportar 10 presos?”, questionou-se retoricamente. 

A quantidade de carros parados na blitz também caiu. Nos tempos áureos em 2014, Styvenson e companhia chegaram a parar 500 carros numa blitz de quatro horas e meia. Na madrugada da quinta-feira foram apenas 140 carros e, por sorte, um preso. Além disso, dois bafômetros apresentaram defeito no momento da operação. A equipe só pode contar com dois aparelhos.

O número de desvios é outra consequência da falta de militares. Segundo Styvenson, 26 carros e nove motos deram meia volta quando viram a barreira policial nas proximidades da rotatória da Engenheiro Roberto Freire. “Desse jeito não tem condições de montar um cerco para que ninguém fuja. Tinha um policial anotando quantos voltavam, mas ele iria atrás dos carros sozinho? De jeito nenhum”, explicou a situação.

Tribuna do Norte


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