21/11/2018
Por Danilo Evaristo em
NotasUERN quer implantar cotas para pretos, pardos e indígenas a partir de 2020

A UERN pretende implantar o sistema de cotas étnico-raciais a partir de 2020. Uma minuta de projeto de lei tratando do assunto foi elaborada pela equipe do reitor Pedro Fernandes e já se encontra em tramitação na Assembleia Legislativa, por proposição do deputado Fernando Mineiro (PT).
A proposta foi elaborada a partir de um estudo feito entre o Gabinete da Reitoria, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) e a Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas (DAIN)com base em uma pesquisa sobre cotas raciais desenvolvida pelas estudantes Thaysa Lobo e Gabriela Soares, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas (GEPP), da Faculdade de Serviço Social (FASSO/UERN), sob orientação da professora Ivonete Soares.
“Toda a proposta para implantação das cotas raciais foi discutida com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) que levou o debate para a classe estudantil. Como resultado dessa articulação, elaboramos uma minuta que está para ser apresentada pelo deputado Fernando Mineiro, o qual já faz um trabalho de base com comunidades quilombolas”, informa a titular da PROEG, Francisca Ramos.
A UERN já prevê 50% das vagas para cotistas sociais e 5% para pessoas com deficiência, mas o projeto propõe que, dentro desse percentual, seja definido o percentual de cotistas para pretos, pardos e indígenas, com base no índice populacional informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Importante frisar que o modelo proposto pela Universidade na minuta do projeto de lei é semelhante ao adotado nas federais”, destaca o subchefe de Gabinete, Esdras Marchezan.
A ideia é que, se aprovado na Assembleia Legislativa, as cotas raciais passem a valer para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) de 2020. “A Universidade têm se empenhado em criar caminhos que promovam a ampliação do acesso ao ensino superior por parte dos nossos jovens. A implantação das cotas étnico-raciais é um compromisso da gestão do reitor Pedro Fernandes e da vice-reitora Fátima Raquel, num diálogo com a comunidade estudantil e com a sociedade em geral. A universidade pública é de todos, e a equipe de gestão tem trabalhado para garantir cada vez mais este direito”, enfatiza Marchezan.
0 Comentários