13/08/2018
Por Danilo Evaristo em Notas

Sarampo: adultos que não tiveram e nem se vacinaram devem procurar postos

Estado de Minas

Adultos que forem levar seus filhos durante a campanha contra sarampo também devem ficar atentos aos seus cartões de vacina. Com o crescimento de casos na Região Norte do país e a confirmação de diagnósticos no Rio de Janeiro e em São Paulo, Minas Gerais entra em alerta máximo para a prevenção contra a doença. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) informou que investiga 76 suspeitas.

No último boletim divulgado, na semana passada, eram 63 casos sob análise. Diante deste quadro, a vacinação contra essa enfermidade é a prioridade da campanha nacional iniciada na segunda-feira. Embora a campanha seja centrada nas crianças, a Secretaria detectou que há quase 5,5 milhões pessoas de até 29 anos de idade não protegidas pela doença por não terem recebido a segunda dose tríplice viral/tetraviral, que podem tomar a vacina se necessário. E mais de 2,6 milhões, a maioria com idade acima de 30 anos não receberam nenhuma dose. Especialista aponta que são os adultos que costumam ficar pra lá e pra cá em viagens carregando os vírus.

Febre, manchas avermelhadas pelo corpo, conjuntivite e fotofobia são alguns dos sintomas do sarampo – doença infecciosa viral aguda de alta transmissibilidade que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. A preocupação quanto ao sarampo voltou à tona depois que os estados do Amazonas e Roraima registraram um número anormal de casos confirmados, 519 e 272, respectivamente.

Os adultos também podem procurar os postos de saúde para tomar o imunizante. “A vacinação contra o sarampo não é direcionada apenas às crianças menores de 5 anos. O esquema vacinal também contempla adultos de até 49 anos de idade. Entretanto, a logística vacinal adulta é individual em cada município”, explicou a SES.

O médico e diretor da Sociedade Mineira de Infectologia Carlos Starling alerta para a importância de todos checarem seus cartões. “Adolescentes e adultos também devem buscar a vacina, que não é só coisa de criança. Nosso sistema imunológico precisa de estímulo ao longo de toda a vida, e, com o tempo, principalmente no caso de pacientes idosos, eles vão ficando mais vulneráveis”, apontou ele.

Adultos que viajam e que estejam suscetíveis ao vírus do sarampo e não tenham sido imunizados na infância ou tido a doença correm o risco de se contaminar. “O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade e o risco das pessoas vulneráveis de contrair a doença, uma vez expostas, é de 90%. Então, os adultos podem estar em período de incubação e não saber, confundir os sintomas iniciais com qualquer resfriado e sair transportando esse vírus para regiões onde pessoas susceptíveis podem se infectar. É assim que começam esses surtos ou epidemias”, completou o especialista.

RECOMENDAÇÕES

Diante do número de não vacinados, as recomendações são as seguintes: para quem tem entre 2 e 29 anos e nunca se vacinou contra a doença, a SES indica a aplicação de duas doses, com intervalo de 30 dias. Pessoas entre 30 e 49 anos precisam de uma dose para ficar imunes.

“Caso o adulto não esteja de posse do cartão, por motivo de perda ou dano, é recomendado que procure o serviço de saúde”, apontou a pasta. Já os maiores de 49 anos são considerados imunes ao sarampo. “A probabilidade de pessoas de mais de 50 anos já terem sido expostas ao vírus do sarampo é muito grande, uma vez que antes da existência da vacina, na década de 1960, o índice de infecção pelo sarampo até os 15 anos de idade era em torno de 90%. Então, não tem risco de ter novamente”, afirmou o especialista.


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