03/09/2017
Por Danilo Evaristo em
NotasCom jeito de centrão, 36º partido brasileiro está prestes a nascer
Apesar do nome Muda Brasil, o 36º partido brasileiro está longe de apresentar uma novidade no cenário político nacional. A legenda evita se posicionar em algum campo ideológico, definindo-se como de centro, e tem o sucesso na sua criação atribuído ao ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão e principal liderança do PR. O presidente da nova legenda, José Renato da Silva, afirma que Valdemar o ajudou apenas “não atrapalhando”, mas reconhece que está no PR a origem de seu partido.
— Sobre o Valdemar, tenho afeição por ele. Fiquei 15 anos no PR. Ele não me ajudou como eu gostaria. A ajuda que eu tive dele foi de não atrapalhar, de me dar liberdade de conversar com ex-companheiros. Alguns puderam me ajudar. Tive apoio de pessoas de praticamente todos os partidos, mas claro que no PR tem uma afinidade grande e foi uma boa base do apoio que eu tive — afirmou José Renato.
O pedido de registro do partido já recebeu parecer favorável do Ministério Público Eleitoral. Com isso, falta apenas o ministro Napoleão Nunes Maia preparar seu voto e levar o caso ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a aprovação até o dia 7 de outubro, a legenda já estará apta a disputar as eleições de 2018.
José Renato afirma que está aguardando a aprovação pelo TSE antes de concluir as negociações com parlamentares interessados em se filiar à legenda. Ele destacou que, como o prazo para filiações para quem quer disputar cargos em 2018 só se encerra em abril do próximo ano, há mais tempo para negociações. Sobre a ideologia do novo partido, o presidente afirma que será uma legenda de “propostas”, mas sem deixar claro quais ideias defenderá.
— Defendemos ser um partido de propostas. Nesse linguajar popular, de direita e esquerda, seria de centro. Temos algumas coisas, como o pensamento de que o ser humano é o objetivo maior da política, de que temos de fazer tudo pensando no bem-estar do cidadão. Sobre a participação do estado, pensamos que tem de ser o mínimo possível. É preciso deixar valorizar os segmentos da sociedade — afirma o presidente do Muda Brasil.
O Globo
0 Comentários