“Foi feita justiça a Henrique, porém tardia”, diz Garibaldi

Jornal de Hoje – O senador Garibaldi Filho (PMDB) disse que o pedido de arquivamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, excluindo o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, da lista de investigados da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), fez justiça ao ex-deputado federal. Para o ex-ministro da Previdência, a citação ao nome de Henrique pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, embora não tenha sido determinante, “contribuiu” para o insucesso eleitoral do peemedebista na disputa pelo governo do Estado nas eleições passadas.
“O caso do deputado Henrique Eduardo Alves é emblemático porque ele disputou o governo do Estado e a oposição se voltou para o instituto da delação premiada quando um dos diretores da Petrobras fez uma acusação a Henrique que agora não foi levada em conta nem pelo procurador e muito menos pelo STF, que nem vai examinar isso. Que dizer, foi feito justiça a Henrique, porém tardia, no que toca ao seu futuro político”, disse o senador, durante entrevista esta manhã ao Jornal da Cidade, da FM 94.
Para o senador Garibaldi Filho, o fato de, no decorrer da campanha, ter surgido citação ao nome de Henrique como suposto beneficiário do esquema de corrupção ajudou na chamada “desconstrução” da imagem de Henrique. “Não que se venha a dizer que isso foi o determinante para o seu insucesso eleitoral, mas contribuiu, não tenhamos dúvidas, contribuiu. Foi massificado, o deputado teve a sua imagem que sofreu uma tentativa de desconstrução como se diz na linguagem política e até dos marqueteiros”.
TURISMO
Garibaldi disse ainda, em sua entrevista, que tem expectativa de que, com a exclusão de Henrique da investigação, o potiguar seja nomeado ministro do Turismo. Nos bastidores, o que se sabe é que Henrique poderia desempenhar um importante elo entre o Planalto e o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“Eu tenho essa expectativa. Agora eu não posso ser a última palavra com relação a isso. A última palavra é da presidenta. Naturalmente em contato com lideranças peemedebistas, sobretudo com o vice-presidente, Michel Temer. Eu não posso de maneira nenhuma me adiantar. Agora também eu não posso negar que eu acredito que ele venha ser”, disse.
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